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Quinta-feira, 8 de Março de 2007

Velhos são os trapos

Ontem, sentado no sofá a ver o aniversário da RTP, senti-me veeeelho!...

Eu que ainda sou tempo em que um preto maluco agarrava uma cadeira pelos dentes e dançava com ela na boca; do tempo do restaurador Olex; do tempo do Engenheiro; do Vasco Granja!

Lembro-me dos famosos "Pedimos desculpa por esta interrupção. O programa segue dentro de momentos"; das locutoras de continuidade, que nos vinham apresentar pessoalmente a programação que se segue; da mira técnica antes do início da emissão (sim, os mais novos talvez não saibam, mas a emissão não era continua)!

Velhos tempos... velho eu me senti!

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Publicado por jpgn às 09:37
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Quarta-feira, 7 de Março de 2007

VERÃO QUENTE I

A memória tem destas coisas. Depois de comentar um comentário ao tópico “Para me Cultivar”, fui para cama e com a boa companhia da almofada, fui-me lembrando desse Verão.

Não são muitas as memórias, mas são fortes. Para além da apanha do tomate em Coruche, lembro-me também das operações stop do MFA. Mal o carro parava começava a gritar “O Povo está com o MFA!”. Lembro-me que eles riam e faziam o “V” com os dedos. Numa mesma viagem chegávamos a parar duas e três vezes. Eram uma festa!...

Uma vez um militar do MFA assinou no vidro do carro para que os seus camaradas soubessem que este já tinha sido revistado. Fiquei lixado... não íamos parar mais nessa viagem!

Mais tarde, depois do sonho lindo acabar, numa operação stop de rotina, comecei a gritar que o Povo está com o MFA. Só mais crescidito percebi a aflição do meu pai a mandar-me calar e o ar carrancudo do GNR!

Lembro-me, também, que nesse ano fomos de férias para o Norte. Foram umas férias itinerantes, percorrendo as Beiras, Trás-os-Montes,  o Minho. Montando e levantando o acampamento. Lembro-me que de cada vez que arrancávamos de um sitio para outro, ouvíamos na rádio a notícia de um atentado bombista, ou de qualquer outro acto de violência, no sitio de onde saíamos.

Estas memórias fizeram pesquisar o que existem na “net” sobre este Verão. Já encontrei algumas coisas... mais espero encontrar. Mas isso fica para quando houver mais tempo....

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Publicado por jpgn às 18:15
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Terça-feira, 6 de Março de 2007

Mensagem ao Planeta Mafra

Ao editar para alterar as "tags" dos meus tópicos "Fora de Contexto" e "Para me Cultivar", estes foram para "à cabeça" do Planeta.

Acreditem que isto não foi nenhum manobra de promoção. Foi mesmo sem querer... coisas de que é maçarico nestas andanças!  

 

Sorrry...

Publicado por jpgn às 23:28
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Eu Vim de Longe

Quando o avião aqui chegou
quando o mês de Maio começou
eu olhei para ti
então entendi
foi um sonho mau que já passou
foi um mau bocado que acabou

Tinha esta viola numa mão
uma flor vermelha n'outra mão
tinha um grande amor
marcado pela dor
e quando a fronteira me abraçou
foi esta bagagem que encontrou

Eu vim de longe
de muito longe
o que eu andei p'ra'qui chegar
Eu vou p'ra longe
p'ra muito longe
onde nos vamos encontrar
com o que temos p'ra nos dar

E então olhei à minha volta
vi tanta esperança andar à solta
que não exitei
e os hinos cantei
foram feitos do meu coração
feitos de alegria e de paixão

Quando a nossa festa s'estragou
e o mês de Novembro se vingou
eu olhei p'ra ti
e então entendi
foi um sonho lindo que acabou
houve aqui alguém que se enganou

Tinha esta viola numa mão
coisas começadas noutra mão
tinha um grande amor
marcado pela dor
e quando a espingarda se virou
foi p'ra esta força que apontou

José Mário Branco


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Publicado por jpgn às 23:23
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Para me "Cultivar"

Passeava pela net quando descobri o site do CITI - Centro de Investigação para Tecnologias Interactivas (www.citi.pt).
Não tive muito tempo para o conhecer a fundo, mas do pouco tempo que por lá andei, pareceu ser uma espécie de enciclopédia bastante credível, e sobretudo muito interessante.

Num dos links, percorre-se a nossa história politico-social do século XX, por tópicos e de modo rápido, simples e extremamente inteligível.

Retirei este, só a titulo de exemplo
 (http://www.citi.pt/cultura/politica/25_de_abril/verao_quente.html):

"
Verão Quente de 1975

Período conturbado caracterizado por uma certa anarquia no Governo, Forças Armadas e sociedade. Este período teve como prenúncio as comemorações do 1º de Maio desse ano, levadas a cabo pela Intersindical.

Tiveram lugar uma série de acções violentas contra as sedes dos partidos e organizações políticas de esquerda, sobretudo no norte e centro do país, violência essa que justifica o surgimento de rumores acerca de uma possível guerra civil.

Nesta altura surge o Grupo dos Nove, liderado por Melo Antunes, que tomaram posição através da elaboração do "Documento dos Nove".

O PS abandona o governo como sinal de protesto contra a ocupação do jornal "República", facto que ficou conhecido como "Caso República".

"


Fica a promessa de lá voltar quando tiver mais tempo, para me "cultivar" e aprender os factos da nossa história, e não só.
Agora que tenho um blog, convém reduzir as possibilidades de dizer baboseiras por ignorância.

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Publicado por jpgn às 14:02
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Segunda-feira, 5 de Março de 2007

Fora de contexto

Acho interessante ver como certas frases podem mudar completamente de sentido, quando são proferidas fora de contexto.

Mas mais interessante, é ver como se "analisam" frases não só fora do seu contexto literário, mas também fora do seu contexto espacial e temporal.

Analisar uma frase dita por alguém há dezenas ou centenas de anos num ambiente especifico, numa determinada altura daquela história, à luz da sociedade e dos valores actuais, só pode ser feito por ("das duas três"):
- ou burrice;
- ou demagogia;
- ou por alguém que pensa que pensa, mas não pensa!

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Publicado por jpgn às 18:31
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The Musical Box

A década de 70 foi para mim uma das mais ricas em termos musicais, muito por culpa do Rock Progressivo.

Grupos como os King Crimson, Van Der Graaf Generator, Moody Blues, Pink Floyd, Jethro Tull entre outros revolucionaram o panorama musical dos loucos anos 60 introduzindo, em contraste com as repetitivas musicas de 3 minutos, temas de longa duração com uma variedade, uma inovação e um “experimentalismo” musical que, apesar de chegarem a durar 25 ou 30 minutos, ainda hoje não cansam quem as ouve.

 

De todos os grupos de Rock Progressivo que existiram (e existem) houve um que se sobressaiu pela sua criatividade e por ter explorado ao máximo o conceito Progressivo: Os Genesis, da Era Gabriel (como é chamado ao período em que foram liderados pelo Peter Gabriel para o distinguir da época Phill Collins).

 

 

Conhecidos como contadores de histórias, as suas músicas eram isso mesmo… histórias. Por isso, aliado à grande capacidade comunicativa, expressionista e teatral de Peter Gabriel, os seus concertos eram autênticas peças teatrais.

 

A sua música era absorvente… e absorvia! Os riffs de Tony Banks nas teclas, a clareza da guitarra de Steve Hackett ou a louca bateria de Phill Collins não pode deixar ninguém indiferente.

 

 

 

Lembro-me de, adolescente, estudar acompanhado por música. Quando fazia o erro de colocar um disco dos Genesis no gira-discos, nada mais conseguia fazer. Todos os meus sentidos estavam absorvidos por aquela música… todos os meus sentidos absorviam aquela música.

Não é uma música que se oiça como acompanhamento. Para a ouvir, é preciso estar apenas e só… a ouvi-la!

 

 

Nessa altura da minha vida dizia que havia duas coisas que tinha muita pena de nunca poder viver: um concerto dos Doors, e um concerto dos Genesis.

É óbvio que não vivi genuinamente nenhum dos dois. Mas consegui viver uma representação de ambos, com uma qualidade notável e um ambiente que é impossível ter num vídeo (os Doors originais encontraram em Ian Atsbury a pessoa ideal para representar o papel de Jim Morrison).

 

Os Musical Box são uma banda canadiana que reproduzem os concertos dos Genesis ao mais ínfimo pormenor, e com uma qualidade notável. Não é à toa que, de todos os que já o tentaram fazer, são os únicos que têm autorização dos elementos da banda original para o fazerem.

 

 

Conheci-os no ano passado quando vieram interpretar a tourné do Lamb Lies Down On Broadway. Vi-os na Quinta feira passada na reprodução do Foxtrot, e na Sexta na do Selling England By The Pound.

Não vi um grupo musical tocando temas de outro. Vi uma peça de teatro, soberbamente interpretada e tocada ao vivo. Esta é a grande mais-valia desta banda. Não há playbacks, não há ajudas tecnológicas. Utilizam os mesmos instrumentos que os Genesis utilizavam. Até o microfone de fio lá estava!

 

E eu, sentado nas últimas filas da Aula Magna, suficientemente longe para não perceber a diferença fisica dos actores (essa é impossível de anular, por muito esbatida que esteja) via um concerto dos Genesis.

 

 

Em Novembro eles voltam para representar o Black Show do Selling England. E eu vou estar lá…


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Publicado por jpgn às 00:02
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