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Terça-feira, 8 de Maio de 2007

Lucros e Salários

Estudo da CMVM
Salários dos administradores duplicaram entre 2000 e 2005 para 3,5 milhões de euros 

07.05.2007 - 09h14   Anabela Campos PÚBLICO


Há quem diga que é preciso ver os lucros que estes administradores "dão" às empresas. Se eles "rendem mais do que ganham", então merecem. Do ponto de vista económico, concordo!


Mas gostaria de ver um estudo sobre os lucros das empresas sem os seus trabalhadores, ou seja, qual é a fatia dos lucros que lhes "cabe" a eles pelo seu trabalho, pelo seu esforço. E gostava que na atribuição desses merecidos salários milionários fosse, também, contabilizada essa parte.


É difícil imaginar a subsistência de uma empresa sem administradores; É IMPOSSÍVEL a sua subsistência sem trabalhadores!


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Publicado por jpgn às 10:31
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Domingo, 6 de Maio de 2007

QUAL É COISA QUAL É ELA

 

Qual é coisa, qual é ela
que é tão simples, tão sensata
como a sopa na panela
como o sorriso de prata
das crianças esquecidas

Qual é coisa, qual é ela
que não sabes o que é
mas andas sempre atrás dela
dor a dor, pé ante pé,
a jogar às escondidas

Refrão:

Quente... quente...
companheiro, um passo mais
Se és explorado como tantos teus iguais
hás-de entender como vencer a exploração
Abre os olhos pró futuro
olha o fruto já maduro
na raíz da tua condição

Qual é coisa, qual é ela
para os ricos horrorosa
mas para os pobres a mais bela
para os ricos criminosa
e para os pobres justiça

Qual é a rosa de Maio
que gela o riso nervoso
do patrão e do lacaio
não agrada ao cobiçoso
porque é o fim da cobiça

Refrão

Qual é coisa, qual é ela
que é possível conquistar
se a gente lutar por ela
que não é pra complicar
mas sim para resolver

A nova ordem que acaba
com a diferença de classe
entre o que come e o que lavra
Qual é coisa que é tão fácil
tão difícil de fazer

Refrão


Letra de José Mário Branco

 


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Publicado por jpgn às 19:46
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AS CANSEIRAS DESTA VIDA


As canseiras desta vida
tanta mãe envelhecida
a escovar a escovar
a jaqueta carcomida
fica um farrapo a brilhar

Cozinheira que se esmera
faz a sopa de miséria
a contar
a contar
os tostões da minha féria
e a panela a protestar

Refrão:

Dás as voltas ao suor
fim do mês é dia trinta
e a sexta é depois da quinta
sempre de mal a pior

E cada um se lamenta
que isto assim não pode ser
que esta vida não se aguenta
- o que é que se há-de fazer?

Corta a carne, corta o peixe
não há pão que o preço deixe
a poupar
a poupar
a notinha que se queixa
tão difícil de ganhar

Anda a mãe do passarinho
a acartar o pão prà ninho
a cansar
a cansar
com a lama do caminho só se sabe lamentar

Refrão

É mentira, é verdade
vai o tempo, vem a idade
a esticar
a esticar
a ilusão de liberdade
pra morrer sem acordar

É na morte ou é na vida
que está a chave escondida
do portão
do portão
deste beco sem saída
- qual será a solução?

Refrão

 

Letra de José Mário Branco
(incluída na peça de teatro "A Mãe" de Bertol Brecht, levada à cena pel'A Comuna, em Janeiro de 1978)


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Publicado por jpgn às 19:37
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Sexta-feira, 4 de Maio de 2007

A Vingança


Ontem assistiu-se a uma vingança maquiavélica originada por Carmona Rodrigues sobre o PSD, concretamente o seu líder Marques Mendes.

Todo o discurso de Carmona foi de demissão: a enumeração das obras feitas; a falta de apoio do partido que o elegeu; a falta de preparação da Democracia para ter políticos independentes em cargos importantes; as forças que o atiram para fora; a sua ingenuidade política; a ferida na sua honra; a sua mágoa, etc, etc.
Foi por isso com um total espanto que o ouvi dizer que não seria o primeiro a abandonar o barco. Não conseguía entender esse desfecho depois do discurso que tinha ouvido, ao ponto de ter de perguntar a quem estava comigo, se era eu que estava burro ou se ali havia algo que não batia.

Comecei a perceber que havia de facto alguma coisa por trás, logo a seguir, quando soube que Marques Mendes estaria presente na Grande Entrevista com Judite de Sousa. E mais, quando foram evocadas as declarações, da véspera, do mesmo Marques Mendes, em que indicava a sua sintonia com a do Presidente da Câmara de Lisboa no que respeita às eleições intercalares. Ficou claro então, as motivações de Carmona Rodrigues.

Durante a Grande Entrevista, Marques Mendes não sabia onde se havia de meter. Gaguejava e repetia-se vezes sem conta. A sua surpresa pelo desfecho de Carmona era indisfarçável. Como se costuma dizer, estava claramente lixado... com F grande!

A vingança, quando bem executada, tem um sabor muito especial. E esta, vai ficar por muito tempo na história!

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Publicado por jpgn às 11:58
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Terça-feira, 1 de Maio de 2007

1º de Maio

Depois de uma semana no Parque Natural da Peneda-Gerês, subindo montanhas e descendo cascatas hoje é, como diz o meu filho, "Dia de Pijama"!

 

Mas nem por isso deixo de comemorar o Dia do Trabalhador, com um bolinho que está agora no forno e com esta pequena homenagem a todos os trabalhadores do Mundo!

 

Por cá, acredito que se comemore efusivamente. É, normalmente, quando sentimos algo em perigo que mais demonstramos o nosso apoio. E o Trabalhador está em perigo, como nunca esteve desde o 25 de Abril.

Cada vez mais, as medidas tomadas são em detrimento dos seus direitos, tudo em nome da competitividade, da concorrencia, da economia.

 

O Trabalhador está a voltar a ser uma máquina, feita apenas para trabalhar, devendo-se contentar pelo facto de alguem, de charuto na boca; de quem se fala na TV, e que fala na TV com a certeza das "coisas"; que vai passar férias ao espaço e está convencido que ainda vai estar num "r-e-s-o-r-t" (pronunciado à tia) na Lua; que anda de avião, helicópetro ou limousine; que não paga multas nem as suas obrigações para com o Estado; o Trabalhador, dizia eu, deve-se contentar por "esses alguéns" lhe dar um emprego. E sem refilar, que muitos há, cada vez mais, dispotos a comer e calar!

 

Não entendo, como se pode criticar a Função Pública pelos direitos que tem; eu prefiro criticar o meu "patrão" por não me dar esses direitos; eu prefiro criticar o meu Governo por não "obrigar" o meu "patrão" a dar-me os mesmos direitos!

 

 

Esta foto é do primeiro 1º de Maio livre em Portugal. Foi uma grande Manif. Talvez a maior que por cá houve.

Faz hoje 10 anos estava eu numa maior. A única que vi que suplantou esta. Uma experiência inolvidável: o 1º de Maio em Havana!


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Publicado por jpgn às 17:03
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