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Quinta-feira, 26 de Julho de 2007

Santa Incompetência

 

Recentemente houve um surto de papeira num dos edificios da empresa onde trabalho, felizmente bem longe do meu! Mas isto não tem nada a ver com a minha história... ou terá?!

 

Depois de uma bela tarde de Sábado ventosa e friorenta no Parque Desportivo, a "flor-de-estufa" da minha garganta inflamou e nem com Brufens a coisa lá ia. Com o aumento das dores a engolir decidi hoje, Quinta-feira, ir ao Posto Médico da empresa saber se a medicação  estava correcta ou se me receitavam outra.

 

Depois de ver a garganta e de apalpar o pescoço junto às orelhas, a médica - uma espanhola ainda nova e toda giraça -  diagnosticou papeira. Fiquei estupefacto, pois os meus sintomas eram em tudo iguais aos que sempre tenho nestas situações e não me parecia que tivesse nada inchado.

Então a médica foi chamar a colega, mais experiente, tendo começado algo digno de Monty Python, algo... "completamente diferente":

"Não me parece, mas eu não conheço a sua fisionomia. O Sr. acha que está inchado?"

Ainda mais estupefacto e apalpando a referida zona, levantei-me e dirigi-me ao espelho ("isso veja ao espelho. O que acha? ").

Lá disse que achava que não, mas que não era médico. Perante a convicção da médica mais nova, perguntei então o que se deveria fazer e que cuidados ter com o meu filho. Dei por mim no meio de um consultório rodeado por duas médicas que se olhavam com uma expressão de quem não sabia o que fazer, e me olhavam como que perguntando o que fazer!

Perguntei-lhes o que têm feito com os outros casos que apareceram. "Vão para casa. Se calhar, o Sr. faz os exames e pelo sim pelo não, vai para casa até virem os resultados que deve demorar três dias, se pedirmos com urgência"; "Isso vai implicar com a sua actividade, não é?", perguntou a mais velha, "Pois, é chato!"

"Oiçam" - disse eu - "eu não sou médico, mas não me parece que tenha qualquer sintoma diferente do que tenho normalmente quando estou com a garganta inflamada. E eu no Sábado passado apanhei vento frio durante a tarde o que, normalmente, é suficiente para isto acontecer. Se calhar e como amanhã já é Sexta-feira, continuava a fazer o Brufen durante o fim-de-semana e na Segunda-feira faziamos um ponto da situação. Mas eu não sou médico!"; "Pois, e vinha trabalhar amanhã... também é só um dia" - disse a mais velha.

Então, a espanholita receitou Spidifen (que é mais forte que Brufen) 3 vezes ao dia até Segunda-feira.

 

Claro que quando saí do trabalho fui ao médico! Lá contei a história do vento frio de Sábado, da papeira no trabalho e da surreal consulta no posto médico da empresa.

 

"Santa incompetência", foi a expressão que o médico usou. "Faça lá o Spidifen 3 vezes ao dia. As melhoras e... sem comentários!"

 


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Publicado por jpgn às 21:22
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Sábado, 21 de Julho de 2007

Este tempo em que vivemos

Em http://mulher.sapo.pt/articles/tempos_livres/fora_de_casa/758054.html podemos ler as opiniões de quatro escritores portugueses, autores de livros infanto-juvenis, sobre o sucesso da saga Harry Potter junto de uma juventude conhecida por não ler!

Retiro este excerto da opinião de José Jorge Letria: “(...) como mérito absoluto o primado da imaginação e do sonho num tempo demasiado programado, previsível e desinteressante.”; por achar que define este tempo em que vivemos!

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Publicado por jpgn às 21:30
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Quinta-feira, 19 de Julho de 2007

Portagens


Por definição sou contra qualquer tipo de portagens. No entanto, havendo-as, sempre considerei que elas deveriam ser o pagamento de serviços não disponíveis nas outras vias.
Esses serviços seriam a rapidez, o conforto, a segurança ou a assistência, entre outros. Assim, sempre que esses serviços não fossem integralmente cumpridos deveria haver lugar à isenção ou redução do valor da portagem, independentemente da sua causa e do seu responsável.
Por exemplo, se um animal “furar” a entrada numa Auto-Estrada põe em causa a segurança e a concessionária deveria ser penalizada por isso, pois é da sua responsabilidade garantir a segurança dos utentes; Se o excesso de trânsito provocar filas de duração superior a um determinado tempo, não está garantida a rapidez pelo que a portagem deveria ser suspensa até a situação normalizar; O mesmo para o caso das obras, já que neste caso não estão garantidas três premissas importantes: a rapidez, o conforto e a segurança.

Claro que isto só faz sentido se a portagem for o pagamento de serviços e não de utilização de espaço. Mas, considerando que o espaço é do Estado parece-me que... faz sentido!

Por isto fico contente quando vejo notícias destas: “Vias sem «condições mínimas» terão de devolver portagens”.
Mas ao ler, não consigo deixar de ter a sensação que estão a "atirar areia para os olhos"! Em primeiro lugar estamos perante uma devolução de valor e não uma suspensão de pagamento. Ou seja, pagamos na mesma e um dia haveremos de ser ressarcidos, concerteza apenas se tivermos o trabalho de reclamar uns cêntimos. O resultado parece-me claro!...
Por outro lado, a aplicação da lei só terá efeitos para novos contratos de concessão ou renovação dos existentes. Ou seja, a negociação de novos contratos e renovação dos existentes já entrará em conta com esta nova lei. Logo, as concessionárias vão querer ser ressarcidas “à cabeça”, isto é, haverá de ser encontrada uma qualquer forma para que o Estado pague por esses períodos.
E se o Estado paga, pagamos todos!...

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Publicado por jpgn às 14:18
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Domingo, 15 de Julho de 2007

Realidade Virtual

 

Está um dia esplendido! O mar está óptimo... gelado, geladinho, como convém! Estou deitado na toalha secando ao Sol. Depois de meia hora a levar nas costas com as ondas de S. Julião, qualquer ginásio é uma brincadeira de crianças!

 

Estou indeciso... Não sei se aproveite este Solinho e passe um pouco pelas brasas, ou se tire o capacete da realidade virtual.

 


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Publicado por jpgn às 13:13
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Quarta-feira, 11 de Julho de 2007

Get a Live... A Real One!

Fonte: http://www.estadao.com.br/tecnologia/games/noticias/2007/jul/11/144.htm

"A Justiça norte-americana obrigou a Linden Lab, empresa que desenvolve o mundo virtual do Second Life, a revelar o nome real do avatar Volkov Catteneo. Ele está sendo processado por outro avatar, Stroker Serpentine, por infringir a lei de direitos autorais.

É uma das primeiras ações da Justiça que considera a personificação dos usuários no mundo virtual como pessoas físicas. O "dono" de Stroker Serpentine, Kevin Alderman, é proprietário da empresa Eros LLC dentro do metaverso e acusa Volkov Catteneo de copiar a linha de programação de seu principal produto, uma cama de sexo.

(...)

Devido ao sucesso comercial, a cama teria sido plagiada e vendida por um terço do preço original, o que motivou Alderman a procurar a Justiça comum. Não há tribunais ou legislação específica no metaverso. A única punição prevista é a expulsão do jogo de avatares que promovam baderna, ou "griefers".

(...)"

 

 

Se calhar devia mesmo ter endereçado um protesto formal à FIA (Federeção Internacional do Automóvel) quando o Schumacher me empurrou para fora da pista, numa prova do GP4!

 

Haja paciência...


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Publicado por jpgn às 17:50
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Segunda-feira, 2 de Julho de 2007

Fiambre



Se o porco tem 4 pernas, de onde virá o fiambre da perna extra?

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Publicado por jpgn às 13:47
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País Virtual

Dez novos centros vão abrir em Portugal até 2009

http://dn.sapo.pt/2007/06/18/economia/dez_novos_centros_abrir_portugal_200.html


"Portugal vai receber dez novos centros comerciais até 2009 e mais dois shoppings remodelados, depois da inauguração de quatro centros no ano passado. De acordo com um estudo da Cushman & Wakefield, os projectos previstos para estes três anos ultrapassam os 1,3 milhões de metros quadrados. O maior é, de longe, o Dolce Vita Tejo, que abrirá em 2009 na Amadora. Este será mesmo o maior centro comercial do País, superando o Colombo (e não está geograficamente muito longe deste).
"

Pista de esqui da Amadora
http://dn.sapo.pt/2007/06/29/cidades/pista_esqui_amadora_custar_meio_milh.html


"O espaço, construído perto do IC19, abrirá até ao final do ano. O primeiro parque que vai concentrar em Portugal uma pista artificial de esqui e rampas de skate no mesmo espaço vai custar meio milhão de euros. Este é, pelo menos, o valor acordado com o urbanizador da Atalaia para a zona entre a Reboleira e a Damaia onde o equipamento está a ser construído. A Câmara da Amadora garante que "não vai gastar um único tostão" no projecto, afiança Gabriel Oliveira, vereador da autarquia com o pelouro das Obras."


Eu devo ter uma noção muito errada do País!


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Publicado por jpgn às 11:32
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Sexta-feira, 29 de Junho de 2007

Perguntem aos vossos avó


Outro dia ouvi o Bagão Felix falar da Flexissegurança. Dizia ele: "Não faz sentido a um hotel empregar as mesmas pessoas em Janeiro e em Agosto".

Do ponto de vista do hotel, tem toda a razão. A afluência em Agosto é muito superior à de Janeiro onde, concerteza meia dúzia de pessoas consegue assegurar os serviços minimos.
O problema põe-se quando se pensa que do outro lado estão pessoas e não objectos, que se colocam numa prateleira quando não são necessários. Este conceito até poderia funcionar se no País se tivessem criado bases para tal. Mas para isso, seria necessário um mercado de trabalho capaz de absorver esses trabalhadores sazonais, bem como uma segurança social capaz de suportar os que não fossem... absorvidos!
Mesmo assim, continuar-se-ia com um problema. É que o trabalho pode ser sazonal, mas as pessoas não são. Estas são pessoas o ano inteiro!
Quantos de nós gostaríamos de ser colocados numa prateleira, mesmo que o Estado nos pagasse para tal? Quantos de nós gostaríamos de mudar de tipo de trabalho 2 ou 3 vezes por ano? Ou mesmo na vida? Hoje engenheiro, amanhã jardineiro...

Ao ouvir as palavras de Bagão Felix automaticamente imaginei um átrio de um hotel, no começo da época alta, repleto de trabalhadores desempregados; e um senhor bem vestido a examiná-los e a escolhê-los pela sua imagem e robustez, para o trabalho a desempenhar. Aos escolhidos era dado o "privilégio" de trabalhar, sem contrato, sem regalias, recebendo o suficiente para comer e dar um pouco à familia.

Depois, pensei que isto não me era estranho. Isto não era mais do que... as Praças de Jornas! Não sabem o que é? Perguntem aos vossos avós!

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Publicado por jpgn às 12:39
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Quinta-feira, 28 de Junho de 2007

Trova do tempo que volta

Aproximam-se noites mais tristes
Tempos de servidão
Haverá alguém que resista?
Haverá alguém que diga Não?

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Publicado por jpgn às 20:00
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Quarta-feira, 27 de Junho de 2007

Catarina

Do blogue "Portugal é Fixe!"


O assassinato de Catarina Eufémia em 19 de Maio de 1954, na herdade do Olival, em Baleizão, propriedade do agrário Fernando Nunes, envolve-se de aspectos dos mais monstruosos de hediondez e sadismo do seu assassino, Carrajola, tenente da GNR do quartel de Beja, e mostra ao mesmo tempo como a força da repressão sob o fascismo era sempre um instrumento ao serviço dos interesses mais sórdidos dos grandes exploradores do trabalho humano.
E o crime de Baleizão mostra também como, em momentos de intensa comoção de massas, a arma da repressão de classe contra o mundo do trabalho pode violentar e ferir no mais fundo os sentimentos de fraternidade e solidariedade humana e de classe dos trabalhadores.
Naquele dia, em Baleizão, no concelho de Beja, em plena época das ceifas, os assalariados agrícolas, no termo do período de desemprego sazonal e crónico, numa decisão colectiva unanimemente tomada nas praças de jorna, recusam trabalhar pelo salário oferecido pelos agrários e reclamam mais uns escudos por um trabalho dos mais penosos da faina agrícola alentejana – a ceifa -, sob o sol da canícula que nem os chapéus de palha triga das mulheres, nem os de negro feltro dos homens pode neutralizar.
O agrário Fernando Nunes, por alcunha «O Carteirinhas», como o conjunto entendido entre si dos agrários, não cede à reivindicação dos ceifeiros. E o pessoal entra em greve - a forma mais elevada que tem à mão para resistir à prepotência e à ganância dos exploradores e fazerem valer as suas razões.
O agrário da herdade do Olival tenta quebrar a unidade dos ceifeiros e ceifeiras de Baleizão contratando um rancho de fora. Os da terra chegam-se à fala com os de fora e estes, esclarecidos pelos seus camaradas baleizoeiros, solidarizam-se com eles e abandonam o trabalho.
É nesta altura que entra a GNR, os impede de retirar e os obriga a trabalhar sob as armas aperradas. Numa concentração, o povo de Baleizão em peso - cerca de mil e quinhentas pessoas - quer de novo falar com os ceifeiros de fora. A força da GNR impede-os, mas 16 valentes mulheres furam a barreira e avançam para falar com os companheiros do outro rancho.
 
Catarina, a cabeça da fila indiana das mulheres, com um filho ao colo e outro no ventre, é interpelada pelo monstro Carrajola que lhe salta ao caminho e lhe berra: «p***! Vai para casa criar os teus filhos!» E dá-lhe uma violenta bofetada.
«Não me bata», grita Catarina, «o que eu quero é trabalho e pão para os meus filhos!» Carrajola encosta-lhe ao busto o cano da pistola metralhadora e friamente faz três disparos.


"Quem viu morrer Catarina / Não perdoa a quem matou"

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Publicado por jpgn às 14:20
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