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Domingo, 6 de Maio de 2007

QUAL É COISA QUAL É ELA

 

Qual é coisa, qual é ela
que é tão simples, tão sensata
como a sopa na panela
como o sorriso de prata
das crianças esquecidas

Qual é coisa, qual é ela
que não sabes o que é
mas andas sempre atrás dela
dor a dor, pé ante pé,
a jogar às escondidas

Refrão:

Quente... quente...
companheiro, um passo mais
Se és explorado como tantos teus iguais
hás-de entender como vencer a exploração
Abre os olhos pró futuro
olha o fruto já maduro
na raíz da tua condição

Qual é coisa, qual é ela
para os ricos horrorosa
mas para os pobres a mais bela
para os ricos criminosa
e para os pobres justiça

Qual é a rosa de Maio
que gela o riso nervoso
do patrão e do lacaio
não agrada ao cobiçoso
porque é o fim da cobiça

Refrão

Qual é coisa, qual é ela
que é possível conquistar
se a gente lutar por ela
que não é pra complicar
mas sim para resolver

A nova ordem que acaba
com a diferença de classe
entre o que come e o que lavra
Qual é coisa que é tão fácil
tão difícil de fazer

Refrão


Letra de José Mário Branco

 


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Publicado por jpgn às 19:46
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AS CANSEIRAS DESTA VIDA


As canseiras desta vida
tanta mãe envelhecida
a escovar a escovar
a jaqueta carcomida
fica um farrapo a brilhar

Cozinheira que se esmera
faz a sopa de miséria
a contar
a contar
os tostões da minha féria
e a panela a protestar

Refrão:

Dás as voltas ao suor
fim do mês é dia trinta
e a sexta é depois da quinta
sempre de mal a pior

E cada um se lamenta
que isto assim não pode ser
que esta vida não se aguenta
- o que é que se há-de fazer?

Corta a carne, corta o peixe
não há pão que o preço deixe
a poupar
a poupar
a notinha que se queixa
tão difícil de ganhar

Anda a mãe do passarinho
a acartar o pão prà ninho
a cansar
a cansar
com a lama do caminho só se sabe lamentar

Refrão

É mentira, é verdade
vai o tempo, vem a idade
a esticar
a esticar
a ilusão de liberdade
pra morrer sem acordar

É na morte ou é na vida
que está a chave escondida
do portão
do portão
deste beco sem saída
- qual será a solução?

Refrão

 

Letra de José Mário Branco
(incluída na peça de teatro "A Mãe" de Bertol Brecht, levada à cena pel'A Comuna, em Janeiro de 1978)


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Publicado por jpgn às 19:37
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Quinta-feira, 19 de Abril de 2007

Today


“I'll tell you this...
No eternal reward will forgive us now
For wasting the dawn.”

Jim Morrison

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Publicado por jpgn às 15:52
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Day-by-Day

“I don't understand how come you're gone, man. I don't understand why half the world is still crying, man, when the other half of the world is still crying too, man, I can't get it together. I mean, if you got a cat for one day, man. I mean, if you, say, say, if you want a cat for 365 days, right. You ain't got him for 365 days, you got him for one day, man. Well I tell you that one day, man, better be your life, man. Because, you know, you can say, oh man, you can cry about the other 364, man, but you're gonna lose that one day, man, and that's all you've got. You gotta call that love, man. That's what it is, man. If you got it today you don't want it tomorrow, man, 'cause you don't need it, 'cause as a matter of fact, as we discovered in the train, tomorrow never happens, man. It's all the same fucking day, man.”

Janis Joplin

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Publicado por jpgn às 15:46
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Terça-feira, 17 de Abril de 2007

Cantigas do Maio

“Quem viu morrer Catarina
Não perdoa a quem matou”


“Há quem viva
Sem dar por nada
Há quem morra
Sem tal saber”


“Ergue-te ó Sol de Verão
Somos nós os teus cantores
Da matinal canção
Ouvem-se já os rumores
Ouvem-se já os clamores
Ouvem-se já os tambores”

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Publicado por jpgn às 19:53
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Terça-feira, 10 de Abril de 2007

Go Insane

Once I had a little game
I liked to crawl back in my brain
I think you know the game I mean
I mean the game called 'go insane'
Now you should try this little game
Just close your eyes forget your name
Forget the world, forget the people
And we'll erect a different steeple.

This little game is fun to do.
Just close your eyes, i'm going too.
And I'm right here, no way to lose.
Release control, we're breaking through

Jim Morrison

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Publicado por jpgn às 15:47
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Quarta-feira, 21 de Março de 2007

Somos Livres

Ontem apenas
fomos a voz sufocada
dum povo a dizer não quero;
fomos os bobos-do-rei
mastigando desespero.

Ontem apenas
fomos o povo a chorar
na sarjeta dos que, à força,
ultrajaram e venderam
esta terra, hoje nossa.

Uma gaivota voava, voava,
assas de vento,
coração de mar.
Como ela, somos livres,
somos livres de voar.

Uma papoila crescia, crescia,
grito vermelho
num campo cualquer.
Como ela somos livres,
somos livres de crescer.

Uma criança dizia, dizia
"quando for grande
não vou combater".
Como ela, somos livres,
somos livres de dizer.

Somos um povo que cerra fileiras,
parte à conquista
do pão e da paz.
Somos livres, somos livres,
não voltaremos atrás.

Ermelinda Duarte


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Publicado por jpgn às 23:15
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A Dança Da Lua

Quando eu olhei para o céu
Só vi a primeira estrela
Que cintilou no olhar
Da minha companheira

Dentro da escuridão
Procuro a noite inteira
Onde você está
Ó lua feiticeira

Lunera ó luna lunera
Luna
Lua feiticeira
Ai de quem de mim te escondeu
Lua luar
Lua luar
Dona sol
Renasce e vem dançar

Era tamanho o breu
Nem dava pra ver a estrada
Quando eu peguei na mão
Da minha namorada

Tiro do meu chapéu
Por conta da minha sina
Teu luminoso véu
Ó lua dançarina

 

Eugénia Melo e Castro


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Publicado por jpgn às 22:59
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Sexta-feira, 9 de Março de 2007

Maria, Maria

Ontem foi o dia da mulher. Propositadamente não fiz qualquer referência ao assunto. Considero um dos dias mais machistas do ano.
Ontem, um colega disse-me que tinha de ir mais cedo para casa porque era dia da Mulher, e era ele que ía fazer o jantar.
Isso menina, hoje é o teu dia... nos outros 364 faz o favor de ter o jantarinho pronto e quentinho sempre às horas que eu quero. Mas hoje, faço eu... afinal, é o teu dia.

Felizmente, e verdade seja dita, este não é o caso do meu colega. Mas é o de muitos, concerteza!

Hoje que já é um dia banal, faço questão de dedicar esta musica a esse Ser Extraordinário que é a Mulher!


"
Maria, Maria, é um dom, uma certa magia
Uma força que nos alerta
Uma mulher que merece viver e amar
Como outra qualquer do planeta
Maria, Maria, é o som, é a cor, é o suor
É a dose mais forte e lenta
De uma gente que ri quando deve chorar
E não vive, apenas aguenta
Mas é preciso ter força, é preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria, mistura a dor e a alegria
Mas é preciso ter manha, é preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania de ter fé na vida
"
Composição: Milton Nascimento e Fernando Brant

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Publicado por jpgn às 09:41
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Quinta-feira, 8 de Março de 2007

Tanto Mar...

E esta em 1978...

"Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
E inda guardo, renitente
Um velho cravo para mim

Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente
Nalgum canto do jardim

Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar

Canta a primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente
Algum cheirinho de alecrim"

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Publicado por jpgn às 18:24
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