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Quinta-feira, 8 de Março de 2007

Tanto Mar...

Na minha pequena pesquisa sobre o Verão Quente de 75, lembrei-me desta musica do Chico Buarque.

A letra teve duas versões. Esta foi escrita em 1975...

"Sei que estás em festa, pá
Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo para mim

Eu queria estar na festa, pá
Com a tua gente
E colher pessoalmente
Uma flor do teu jardim

Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar

Lá faz primavera, pá
Cá estou doente
Manda urgentemente
Algum cheirinho de alecrim
"

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Publicado por jpgn às 18:21
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Terça-feira, 6 de Março de 2007

Eu Vim de Longe

Quando o avião aqui chegou
quando o mês de Maio começou
eu olhei para ti
então entendi
foi um sonho mau que já passou
foi um mau bocado que acabou

Tinha esta viola numa mão
uma flor vermelha n'outra mão
tinha um grande amor
marcado pela dor
e quando a fronteira me abraçou
foi esta bagagem que encontrou

Eu vim de longe
de muito longe
o que eu andei p'ra'qui chegar
Eu vou p'ra longe
p'ra muito longe
onde nos vamos encontrar
com o que temos p'ra nos dar

E então olhei à minha volta
vi tanta esperança andar à solta
que não exitei
e os hinos cantei
foram feitos do meu coração
feitos de alegria e de paixão

Quando a nossa festa s'estragou
e o mês de Novembro se vingou
eu olhei p'ra ti
e então entendi
foi um sonho lindo que acabou
houve aqui alguém que se enganou

Tinha esta viola numa mão
coisas começadas noutra mão
tinha um grande amor
marcado pela dor
e quando a espingarda se virou
foi p'ra esta força que apontou

José Mário Branco


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Publicado por jpgn às 23:23
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Segunda-feira, 5 de Março de 2007

The Musical Box

A década de 70 foi para mim uma das mais ricas em termos musicais, muito por culpa do Rock Progressivo.

Grupos como os King Crimson, Van Der Graaf Generator, Moody Blues, Pink Floyd, Jethro Tull entre outros revolucionaram o panorama musical dos loucos anos 60 introduzindo, em contraste com as repetitivas musicas de 3 minutos, temas de longa duração com uma variedade, uma inovação e um “experimentalismo” musical que, apesar de chegarem a durar 25 ou 30 minutos, ainda hoje não cansam quem as ouve.

 

De todos os grupos de Rock Progressivo que existiram (e existem) houve um que se sobressaiu pela sua criatividade e por ter explorado ao máximo o conceito Progressivo: Os Genesis, da Era Gabriel (como é chamado ao período em que foram liderados pelo Peter Gabriel para o distinguir da época Phill Collins).

 

 

Conhecidos como contadores de histórias, as suas músicas eram isso mesmo… histórias. Por isso, aliado à grande capacidade comunicativa, expressionista e teatral de Peter Gabriel, os seus concertos eram autênticas peças teatrais.

 

A sua música era absorvente… e absorvia! Os riffs de Tony Banks nas teclas, a clareza da guitarra de Steve Hackett ou a louca bateria de Phill Collins não pode deixar ninguém indiferente.

 

 

 

Lembro-me de, adolescente, estudar acompanhado por música. Quando fazia o erro de colocar um disco dos Genesis no gira-discos, nada mais conseguia fazer. Todos os meus sentidos estavam absorvidos por aquela música… todos os meus sentidos absorviam aquela música.

Não é uma música que se oiça como acompanhamento. Para a ouvir, é preciso estar apenas e só… a ouvi-la!

 

 

Nessa altura da minha vida dizia que havia duas coisas que tinha muita pena de nunca poder viver: um concerto dos Doors, e um concerto dos Genesis.

É óbvio que não vivi genuinamente nenhum dos dois. Mas consegui viver uma representação de ambos, com uma qualidade notável e um ambiente que é impossível ter num vídeo (os Doors originais encontraram em Ian Atsbury a pessoa ideal para representar o papel de Jim Morrison).

 

Os Musical Box são uma banda canadiana que reproduzem os concertos dos Genesis ao mais ínfimo pormenor, e com uma qualidade notável. Não é à toa que, de todos os que já o tentaram fazer, são os únicos que têm autorização dos elementos da banda original para o fazerem.

 

 

Conheci-os no ano passado quando vieram interpretar a tourné do Lamb Lies Down On Broadway. Vi-os na Quinta feira passada na reprodução do Foxtrot, e na Sexta na do Selling England By The Pound.

Não vi um grupo musical tocando temas de outro. Vi uma peça de teatro, soberbamente interpretada e tocada ao vivo. Esta é a grande mais-valia desta banda. Não há playbacks, não há ajudas tecnológicas. Utilizam os mesmos instrumentos que os Genesis utilizavam. Até o microfone de fio lá estava!

 

E eu, sentado nas últimas filas da Aula Magna, suficientemente longe para não perceber a diferença fisica dos actores (essa é impossível de anular, por muito esbatida que esteja) via um concerto dos Genesis.

 

 

Em Novembro eles voltam para representar o Black Show do Selling England. E eu vou estar lá…


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Publicado por jpgn às 00:02
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